De acordo com os últimos dados da Sociedade Brasileira de Urologia, os casos de pedras nos rins aumentam em até 30% entre os meses de janeiro e março. Isto porque com as altas temperaturas deste período, transpira-se mais, ocorre maior desidratação, deixando a urina ainda mais concentrada.

Quando se ingere menor quantidade de líquidos, os rins trabalham menos e passam a acumular substâncias como cálcio, ácido úrico, oxalato (um sal) ou cistina (um aminoácido), o que propicia a formação dos cálculos renais. Outro fator capaz de influenciar o quadro é o consumo de alimentos industrializados ricos em sódio, que aumenta nesta época.

Segundo o urologista Danilo Galante, formado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) com doutorado na USP, quem tem cálculo renal nem sempre sabe desse diagnóstico, até as dores começarem a surgir.

“Dor intensa ao urinar, cólicas abdominais e dor na lombar, são um dos indícios do problema.”

pedra no rim

Trata-se de uma massa sólida que se forma nos rins, criando pequenos cristais que costumam provocar dor intensa ao se movimentarem. Por serem formadas por minerais e sais ácidos que se aglutinam na concentração da urina, a passagem das “pedrinhas” pelo trato urinário pode ser dolorosa, mas eles geralmente não causam danos permanentes.
O sintoma mais comum é uma dor intensa, normalmente no lado do abdômen, frequentemente associada a náuseas.
O tratamento inclui analgésicos e ingestão de muita água para ajudar a expelir a pedra. Procedimentos médicos podem ser necessários para remover ou quebrar as pedras maiores.
Encontradas nos rins ou em outros órgãos do trato urinário, as pedras normalmente são pequenas, inferiores a cinco milímetros.
O urologista ainda reitera que, além dos fatores associados a pouca ingestão de líquido e a questão alimentar, as pedras ocorrem em pessoas com predisposição genética, ou seja, histórico familiar positivo.
O tratamento dos cálculos renais varia de acordo com tamanho e localização da pedra.

Cuidados para evitar o surgimento das pedras e ajudar o corpo a expeli-las.

Hidratar-se: Prevenir este mal é mais fácil do que se imagina. Beber água é a chave do sucesso na prevenção de cálculos, também auxiliando no tratamento para sua expulsão. A recomendação é ingerir pelo menos dois litros de água por dia.

Evitar o excesso de álcool:

A ingestão de álcool em grandes quantidades pode desencadear desidratação e elevação do ácido úrico. As bebidas fermentadas têm maior teor deste ácido e seu consumo elevado pode gerar o surgimento das pedras ou um agravamento nas pré existentes

Moderar a ingestão de salO sal presente em alimentos embutidos e enlatados pode ser considerado como um dos grandes vilões na formação das pedras renais. sua ingestão em excesso pode levar a uma maior excreção de sódio pelo rim, aumentando a produção de cálcio, fósforo, ácido úrico ou oxalatos, formadores da pedra.

Atenção ao consumo de proteínas e cálcio: Em casos de cálculo renal mais grave, é recomendado evitar a ingestão de alimentos fontes de proteínas ou de cálcio em grandes quantidades. O excesso de proteína animal aumenta a secreção de ácido úrico, agravando ainda mais o cálculo, quando já diagnosticado.

Tratamento clínico ou cirúrgico:

Pacientes sem sintomas, mas com cálculos maiores que seis milímetros precisam de algum tratamento cirúrgico: litotripsia (emissão de ondas de choque) ou cirurgia endoscópica (por dentro do canal da uretra). Quando o paciente está em crise de cólica renal, a decisão entre esperar o paciente eliminar o cálculo ou operar endoscópicamente será tomada com base em alguns fatores: tamanho e localização da pedra, controle ou não da dor, além de complicações existentes (perda de função renal e infecção urinária)

Para todos os casos, a recomendação é conversar com um médico qualificado e  descobrir qual é o procedimento mais adequado.