O Rei Leão chegou aos cinemas nesta semana e fomos conferir hoje. Fui com os filhos, então vi a versão dublada, mas quem puder ir sem crianças ou com os que já leem legendas ou entendem inglês, uma super dica é ver no idioma original, pois o elenco de dubladores é repleto de estrelas, como Donald Glover, Beyoncé, Seth Rogen e Billy Eichner – super elogiados pela nova versão de Hakuna Matata.

Aqui, sentimos muita falta dos dubladores da animação de 1994 de Timão, Pedro de SaintGermain (agora foi Ivan Parente), e Pumba, Mauro Ramos (agora por Glauco Marques).

Ah, do Patrick também!

entendi que havia uma percepção/decisão de contar com um elenco de origem africana porque o filme de passa no continente.

A direção do novo filme ficou por conta de Jon Favreau (Homem de Ferro, Mogli: O Menino Lobo), com roteiro de Jeff Nathanson. E explica muito, pois lembra mesmo o novo Mogli e isso não é exatamente um elogio, pois o longa ficou um pouco escuro, lento e pesado demais para um programa com crianças.

Na nossa sessão, ouvi muito choro e vi pelo menos duas famílias desistirem e irem embora no meio do filme.

O motivo? Além do clima realista, a história não é (nunca foi) exatamente infantil, né?

A trama de O Rei Leão é a mesma de Hamlet, peça de William Shakespeare. Os roteiristas nunca esconderam a inspiração e muitos críticos e estudiosos venderam/ trataram O Rei Leão como “Shakespeare para crianças”.

A trama se mantém: o filho de um Rei assassinado pelo próprio irmão, se ergue da depressão para buscar a vingança contra seu maléfico e corrupto tio.

Mas, justiça seja feita: a abertura continua linda.

E a fotografia, no geral, compensa a ida ao cinema.