Há alguns dias, vimos em primeira mão, na cabine de imprensa, um filme do tipo “fofo” produzido e estrelado pelo “fofíssimo” Omar Sy.

Sou suspeita, pois gosto do ator. E neste filme, dirigido por Philippe Godeau, ele está mais despido dos trejeitos de “malandro” que apareciam em filmes que o fizeram conhecido fora da França, como Intocáveis e Uma família de dois – aliás, dois longas que adoro e sempre indico!

O roteiro é terno, a história doce, respeitosa em tudo – até nas diferenças culturais e religiosas do país – e pode ser um programa em família, com filhos maiores. Eu vi com meu filho de 16 anos.

Em seu vilarejo no norte do Senegal, Yao é um garoto de 13 anos de idade disposto a tudo para encontrar o seu herói: Seydou Tall, um famoso ator francês. Convidado a promover o seu novo livro em Dakar, Tall retorna ao país de origem dos seus ancestrais pela primeira vez. Para realizar o seu sonho, o jovem Yao prepara uma fuga e atravessa 387 quilômetros sozinho até a capital. Comovido com este jovem, o ator decide fugir às obrigações e acompanhá-lo de volta à sua casa. No entanto, pelas estradas empoeiradas e incertas do Senegal, Tall compreende que ao se dirigir ao vilarejo do garoto, ele também parte ao encontro de suas raízes.

Jornada da vida entra no circuito comercial no dia 18 de julho, pela California Filmes, e vale a ida ao cinema pela fotografia e o efeito da trilha sonora. A viagem pelo interior do Senegal merece!

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  • Direção: Philippe Godeau
  • Elenco: Omar Sy, Lionel Louis Basse, Fatoumata Diawara
  • Gênero: Comédia, Drama
  • País: França, Senegal
  • Ano: 2018
  • Duração: 103 min

Você gostou de O menino que descobriu o vento? Se gostou, vai adorar este filme! 

Não sabe do que estou falando? Esse um filme britânico de 2019, dirigido e estrelado por Chiwetel Ejiofor em sua estréia como diretor, é da Netflix, baseado no livro de memórias The Boy Who Harnessed The Wind, de William Kamkwamba e Bryan Mealer. Nascido em 1987, William Kamkwamba é um inovador, engenheiro e autor nascido e criado no Malawi, país que já foi considerado o mais pobre do mundo. Ele ganhou fama em seu país, em 2006, com a história retrata neste filme.

Em 2013, a revista TIME classificou Kamkwamba como uma das “30 pessoas com menos de 30 anos mudando o mundo”. E um ano depois, ele recebeu um diploma de Bacharel em Estudos Ambientais do Dartmouth College, em Hanover, New Hampshire, onde foi eleito para a Sphinx Senior Honor Society.

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