Quem se lembra de Bonnie e Clyde? Os notórios criminosos dos anos 1930 voltaram no filme Estrada sem lei (The Highwaymen), dirigido por John Lee Hancock e escrito por John Fusco.

O filme segue Frank Hamer e Maney Gault, dois ex-Texas Rangers que tentam rastrear e prender o famoso casal de bandidos.

https://m.youtube.com/watch?v=A4MsX7w2_j8

Vimos na Netflix, mas admito que com idas e vindas. Ao todo, umas três noites para terminar.

Se você esperava um filme politicamente correto ou que tirasse o glamour dos bandidos, ja aviso que não é o caso.

Neste que alguns chamariam de spin-off do famoso longa dirigido por Arthur Penn, “Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas”, de 1967, que transformou as lendárias figuras históricas em mitos do cinema, John Lee Hancock traz outro olhar – o dos agentes da lei aposentados que são reativados no quadro para resolver esse imbróglio, mas suas figuras não são enaltecidas.

E a escolha dos atores para interpretar Frank Hamer (Kevin Costner) e Manny Gault (Woody Harrelson) dá essa pista: ambos são tipos que cabem no perfil do “americano branco e conservador”, mas gostam de caminhar nas zonas cinzas dos tipos humanos.

Aliás, grosso modo, posso dizer que os personagens, longe de encarrarem 100% um lado, seja de mocinho, seja de vilão, tipificam muitos dos heróis e anti-heróis da nossa época.

“Se para as forças da lei, Bonnie e Clyde representam uma ameaça ao status quo, para o povo, eles são o símbolo da luta contra o sistema e um exemplo de rebeldia em tempos de crise.”

Lembra um político preso e outro esfaqueado, um jogador famoso envolvido em escândalos sexuais e tantas outras manchetes de jornais de 2019?

Se você gosta de policial, vale ver. Se não, pode dar uma chance para ter um crédito com o namorado/marido (risos).

😉