Na minha terra, o incomum é uma pessoa não ter rinite alérgica. Essa e outras alergias respiratórias são tão comuns que creio que Curitiba seja a capital com mais otorrinos, pneumo e alergistas per capta do país (risos).

O clima “londrino” favorece… talvez a população de origem europeia, que preserva hábitos domésticos e a base alimentar dos ancestrais também.

Mas e se a culpa for do ambiente?

Um aplicativo desenvolvido pelo grupo de pesquisa Poluição Atmosférica (Laboratory for Air Pollution and Climate) do Câmpus Apucarana e Londrina da UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em parceria com a Universidade de Manchester (Reino Unido), pretende identificar as alergias mais recorrentes no Brasil, além de quando e onde elas ocorrem com maior incidência.

O projeto, que é financiado pelo Alan Turing Institute e pelo Conselho de Pesquisa em Engenharia e Ciências Físicas (Reino Unido), conta com a participação dos alunos do curso de Engenharia Ambiental da UTFPR, Yago Alonso Cipoli, Rodrigo Favaro, Gabriel Yoshikazu Oukawae e Pedro Henrique Matos, e do mestrando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA), Marcus Vinicius Oliveira.

Sob orientação dos professores Admir Créso Targino e Patricia Krecl, além de pesquisadores de Manchester, o aplicativo Brazil Breathing, mesmo nome do projeto, foi criado para que o resultado final apresente um mapa de sintomas e frequência de ocorrência das alergias no País.

A primeira versão dos estudos foi feita no Reino Unido e, na sequência, escolheram o Brasil para também realizar as aferições. O estudo foi motivado pela alta incidência de alergias, sendo que entre 10-20% da população mundial, e 40% das crianças sofrem de rinite alérgica, causados por diferentes alérgenos, incluindo o pólen.

“A pergunta que queremos responder com o projeto é: ‘por que as alergias têm ocorrido com maior frequência? ’. Além disso, pretendemos também estudar a incidência do pólen, pois, no Brasil, há poucos estudos sobre concentração de polen no ar”, explica o pesquisador Yago Cipoli:

O projeto conta com a participação da população onde o cidadão possa atuar como sensor inteligente para fornecer informações dos sintomas alérgicos.

O aplicativo pode ser baixado pelo Google Play e qualquer pessoa pode colaborar com a pesquisa como um cidadão sensor.

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