De acordo com os Relógios da Violência, desenvolvido pelo Instituto Maria da Penha, uma mulher é vítima de violência física ou verbal a cada 2 segundos no Brasil. A maior parte dos casos é reincidência.

Foram registradas 221.238 denúncias de violência doméstica em 2017. Mais de 606 casos por dia. Os estupros tiveram um crescimento de 10,1% de 2016 para 2017. Ao todo, 61.032 casos foram denunciados. Mortes consideradas feminicídio somaram 1.133 casos.

Glória, um robô (ou seja, uma plataforma de inteligência artificial) que trabalhará no combate à violência contra a mulher, projeto da professora Cristina Castro-Lucas, da UNB, promete mudar essa realidade.

Ela conseguiu reunir empresas das áreas social e de tecnologia para se associarem, criando a robô Glória por meio de interfaces inteligentes e de autoaprendizagem a partir de um conjunto de algoritmos capazes de evoluir com interações em linguagem natural com o usuário.

Através de experiências de interação com uso de inteligência artificial, os usuários poderão vivenciar comportamentos e atitudes de uma pessoa real.

A robô Glória entenderá os fatos abordados e identificará soluções para a quebra do ciclo de violência contra mulheres e meninas.

Quer entender o processo de aquisição e classificação de conteúdo por uma inteligência artificial?

Luli Radfahrer, da USP, explica de um jeito ótimo neste vídeo:

O projeto tem o objetivo de alcançar mais de 20 milhões de pessoas, além de gerar relatórios com segmentação por faixa etária, local, dados socioeconômicos e padrão de ocorrências.

A plataforma também permite identificar,apoiar e educar na questão da violência contra mulheres e meninas.

Gosto dessa mudança de paradigma. É importante punir. Mas já é mais do que tempo de aturarmos para mudar a mentalidade da sociedade e reinserindo vítimas (e algozes, se for possível e houver tempo) na sociedade como seres curados dessa enfermidade.

Quer ter uma noção da gravidade dessa doença? Nesta manhã vi esse update de Mirian Bottan:

https://www.instagram.com/p/ByTnPohp8BW/?igshid=1hjwfvxi7ridv

😱😔

A professora traduz essa percepção coletiva nesta fala:

“Nós acreditamos num mundo onde as mulheres possam se sentir respeitadas e seguras. A Gloria nasce em busca de soluções que passem pela transformação da sociedade frente aos problemas atuais e para deixar um legado para as próximas gerações.”

E a deputada federal Luísa Canziani, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, completa:

“Precisamos ir além da punição aos agressores. E para impedir que esse tipo de crime aconteça, é importante saber como e quanto ele ocorre. Os relatórios poderão auxiliar o poder público na formação de políticas, projetos e ações para combater a violência contra a mulher.”

Tramitam no Legislativo federal outros projetos:

https://www.instagram.com/p/Bx3SAZ9jS4u/?igshid=1s36hr6tpipgx

https://www.instagram.com/p/ByC-drxDdKo/?igshid=19oujz9zitbct


Anúncios