Uma imagem bem curitibana. Araucária e o Tubo do Ligeirinho.

Foto de @taylor_barros para contar que esse símbolo da minha terra vai mudar!

Segundo li, algumas estações-tubo serão substituídas, inicialmente ao longo da linha Inter 2, com um novo modelo retangular que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) está desenvolvendo.

Veja a repercussão:

O arquiteto e urbanista Abrão Assad, que ajudou a construir Curitiba como conhecemos hoje e que assina a criação das estações-tubo, diz que o prefeito tem o direito de propor novos modelos para a cidade, mas que, ao

mesmo tempo, terá que arcar com as consequências.

E eu concordo com isso:

“Como o Jaime Lerner costuma dizer: não se rasga uma fotografia de família. E ao se desfazer das estações-tubo, um símbolo da cidade, ele terá que prestar contas à sociedade e à história. As estações fazem parte da paisagem da cidade e esse novo conceito vai criar uma ruptura na linguagem.”

As estações tubo são pontos de parada de ônibus em forma de tubo da Rede Integrada de Transporte da Grande Curitiba, quando ocorre o embarque em nível e pagamento antecipado da tarifa.

Isso numa época bem anterior ao bilhete único!

Essas estações foram criadas em 1991 especialmente para atender as linhas do ônibus expresso e Linha Direta e desde então tornou-se um ícone do urbanismo de Curitiba. Nos tubos que passam mais de um ônibus há a integração tarifária em que o passageiro desembarca de um ônibus e pode embarcar em outro sem precisar pagar a passagem novamente.

Em toda Curitiba e região, existem 357 estações em que passam milhares de passageiros por dia e dentro de algumas estações funcionaram (ainda funcionam?) “Tubotecas”, que são pequenas bibliotecas que funcionam dentro destas, parte das comemorações dos 320 anos da cidade. 📚

Veja como ficariam a novas estações: