A cantora Ariana Grande, o grupo coreano BTS e as estrelas Susan Sarandon e Gael García Bernal engrossam o elenco de produções do YouTube Originals, recém-chegada ao Brasil. O serviço, semelhante ao modelo Netflix, está há seis meses no ar por aqui e tem lançado, discretamente, novas produções.

Muita gente especulou que o YouTube (que vale lembrar, é uma empresa do Google) entraria na competição direta com companhias como Netflix ou Amazon Prime Video, como fez a Apple nesta semana.

Mas o YouTube se posicionou afirmando que o serviço atualmente possui vários projetos em andamento, que o YouTube Premium (originalmente chamado de YouTube Red) continua funcionando, mas seu foco será em música e, em segundo plano, em artistas emergentes – e não no conteúdo original premium. Embora o conteúdo original em formato de vídeo continue sendo desenvolvido, será cada vez mais produzido em colaboração com os criadores de conteúdo da plataforma, desviando dos estúdios de Hollywood.

Bem, há muitos anos deixei de ser refém da programação dos canais por assinatura no Brasil, tenho testado sempre que posso novas propostas e por isso (e também para fugir das interrupções de comerciais) eu estou assinando o YouTube e acompanhei uma parte das produções.

Um dos longas em destaque é o drama “Viper Club” – já falei dele no grupo Cinema em casa, é lento… não consigo seguir em frente, admito. Nele, a atriz Susan Sarandon vive uma mãe que recebe a notícia de que seu filho, correspondente de guerra, virou refém de um lsgrupo terrorista. Ela recorre à polícia e ao governo, mas quando percebe que não terá apoio, começa a procurar o filho por conta própria.



Ouvi falar, mas não vi, “Museo” , a primeira produção latino-americana da plataforma. Com o ator mexicano Gael García Bernal, o longa já ganhou cinco prêmio, entre eles, o de melhor roteiro no festival de Berlim, do ano passado. A produção conta a história real de um grupo de criminosos que invade o Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México para roubar 140 peças pré-hispânicas.



Acompanhei a série “Origin” (cancelada neste mês), com Tom Felton e Natalia Tena (Draco Malfoy e a ninfadora Thonks na franquia de filmes “Harry Potter”).

É daquelas séries Sci-Fi com tensão e o que vi é composto de flashbacks para contextualizar os personagens e uma boa dose de suspense dentro da nave. A sinopse dá o tom:

“Um grupo de estranhos se encontra abandonado em uma espaçonave a caminho de um planeta distante. A primeira ideia era colonizar esse novo planeta, mas uma ameaça alienígena coloca em dúvida esses planos.”

E como eu gosto de Sci-Fi, me interessou “Weird City” é uma co-criação de Jordan Peele, roteirista e diretor do longa “Corra” (2017). O elenco tem Michael Cera (“Arrested Development”), Mark Hamill (“Star Wars”) e Laverne Cox (“Orange Is The New Black”), entre outras estrelas de séries. A produção conta histórias diferentes ambientadas em uma metrópole futurista. Pretendo dar uma chance a eles nas próximas semanas.


Como assistir? Bom, precisa assinar, em primeiro lugar. Mas para decidir, pode olhar a página principal do YouTube Originals que dá acesso a todo o catálogo da plataforma.

O YouTube Premium está disponível em 29 países, incluindo Brasil, Coreia, EUA, Austrália, Nova Zelândia, México, Canadá, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Noruega, Rússia, Espanha e Suécia. Nesta semana o serviço está sendo lançado na América Central e Argentina.

Eu sempre aconselho olhar lá, pois alguns dos “YouTube Originals” ficam perdidos no catálogo geral, cada programa tem seu “canal”, fica bem confuso… procurando algo (por exemplo, Maroon 5) a gente acha mais facilmente outros vídeos aleatórios do YouTube!

A mensalidade no Brasil custa R$ 20,90 (em março de 2019) e, uma vantagem enorme, livra a gente também de todos os comerciais dos outros vídeos da plataforma e permite downloads longos, ou seja, você pode baixar os filmes/videos e ver (no app, claro) quando estiver sem conexão.

E sobre a AppleTV…

Nesta semana, a Apple anunciou seu novo serviço de vídeos, o Apple TV+, num evento capitaneado por Steven Spielberg apresentando as séries The Morning Show, estrelada por Steve Carell (The Office) e Jennifer Aniston (Friends); See, com Jason Momoa (Game of ThronesAquaman) e Alfre Woodard (Luke Cage) e Little America, uma antologia produzida por Kumail Nanjiani (The Big Bang Theory).

No vídeo acima podemos ter uma noção da proposta.

Apple quer reunir os realizadores mais importantes e visionários do mundo, incluindo o próprio Spielberg (quem lembra das críticas pesadas que ele fez a Netflix por conta do Oscar para Roma?), Sofia Coppola (aclamada por Encontros e Desencontros, diretora de outros filmes), J.J. Abrams (de LOSTStar Wars), M. Night Shyamalan (de Wayward Pines, Vidro), Ron Howard (de Arrested Development), Octavia Spencer, Reese Whiterspoon (de Big Little Lies), Damien Chazelle (de La La Land), Oprah Winfrey e vários outros.

Já dá para ver, Sam?

Não ainda! O serviço chegará em mais de 100 países no segundo semestre e nesta lista o Brasil já está garantido. Já estou de olho e quero conferir como meus aparelhos da Apple (tenho duas gerações do box da empresa que transforma a TV “comum” em smartTV) se comportarão. Ah, além da sua plataforma de TV, a Apple também lançou serviços de assinatura para notícias, o Apple News+, um cartão de crédito focado em privacidade, o Apple Card, e o Apple Arcade, plataforma similar focada em jogos. Não perdem tempo, não deixam pontas soltas, não é mesmo?

Enquanto o novo serviço da Apple não chega aqui, dá para assinar o YouTube por uns tempos, maratonar produções originais no HBOgo ou na FOX?

Depois me conta como você tem visto suas séries e filmes, tá?

😉

P.S. Se você gosta do tema, participe do nosso grupo Cinema em casa – ou fora!.

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