Acabei de saber que “Capitã Marvel”, primeiro filme solo de uma heroína do Marvel Cinematic Universe (MCU), arrasou na estreia brasileira. Foram mais de 2,9 milhões de espectadores e uma renda de R$51,5 milhões no final de semana de estreia. 

Assisti o filme na semana passada, numa sessão só para meninas promovida pelo Complexo Tatuapé, e creio que o filme coincidir com o Dia da Mulher pesou muito para esses números.

Parece pouco para os homens, mas minha filha de 5 anos, ao ver cenas da infância da personagem, se identificou. Depois ela me falou:

“Não vou mais deixar os meninos da escola dizerem que menina não pode jogar futebol”

Para ela, de repente desistir não era mais uma opção. Eu não desisto fácil, mas ver uma heroína na telona caindo e levantando, decidida a fazer o que sente que é sua tarefa, seu papel no universo, isto muda tudo.

Nem todo mundo nota alguns detalhes, mas quem acompanha cinema sabia, por exemplo, que foi o primeiro filme do MCU dirigido por uma mulher.

Como foi ambientado nos anos 1990, num período nunca visto na história do UCM, o filme não tem os heróis Marvel do cinema (os Vingadores) ou da TV (os Defensores). Mesmo a S.H.I.E.L.D. e Nick Fury são incipientes, bebês ainda nesta fase, o que deixa os holofotes para as moças.

O clima nas lembranças de Carol Danvers é de Ases Indomáveis e as referências ficam claras para quem viu o clássico com Tom Cruise, Val Kilmer e Kelly McGillis. Curiosidade: sabiam que Meg Ryan e Anthony Edwards faziam parte do elenco de Top Gun também?

E, na parte da guerra galáctica entre duas raças alienígenas, Capitã Marvel agrada aos fãs de Sci-Fi. Pelo menos agradou essa fã, mas quem sou eu, né?

Assisto Star Trek desde sempre e até Babylon 5 eu via!

Enfim, o fato é que se você gosta desses dois estilos de filme e/ou é aficionado no Universo dos heróis, Marvel ou mesmo D.C. Comics, vai gostar da Vers se tornando uma das personagens mais poderosas do universo.

E se você assistiu O quarto de Jack, saberá que Brie Larson tem a estatura, a estrutura e o carisma necessários para ser essa figura tão poderosa que nos faz desejar vê-la nos Vingadores 4.

É preciso falar de Annette Benning como Mar-Vell, personagem masculino nas HQs. Criado em 1967 por Stan Lee e Gene Colan, ele era um guerreiro Kree enviado à Terra para viver disfarçado entre os humanos.

Neste início do século XXI, sinto que “precisou” ser uma mulher e aí entram mil questões de marketing e ideologia que prefiro não discutir. Ficou bom, ela está bem e isso basta!

Cabe mais um comentário? Gostei de incluírem Ben Mendelsohn no universo. Ele tem aquele jeito que cabe para mocinhos e vilões, em especial os que a gente não tem certeza do que é!

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