No início deste mês, completei 46 anos e brinquei que está sendo mais estranho ficar mais perto dos 50 do que foi fazer 40!

Em parte, acho que a estranheza vem das expectativas que criamos sobre a meia-idade e a terceira idade, sobre a velhice, sobre as décadas finais de vida.

E lembrei de umas dicas que vi tratado de uma possível dieta anti-idade. Com uma ressalva: eu não creio que exista uma dieta de fato que funcione, mas sobretudo creio que voltar a se alimentar com o mínimo de produtos super industrializados faz uma diferença enorme!

Mas Sam, o que é isso? Vou comer comida crua?

Não, basta fazer as coisas como sua bisavó fazia: comida fresca, com ingredientes naturais, em quantidades moderadas. 

E acrescente a estes hábitos atividades físicas regulares.

Tipo academia e corrida?

Pode ser. 

Mas se você for a pé a feira e carregar algumas sacolas, já se mexeu e, vejam, comprará menos coisas. Se você estender a roupa no varal ao invés de usar a máquina lava e seca, fará alongamentos espontâneos. Brinque com seus filhos, faça amor com seu amor com frequência, pois tudo é atividade física. São coisas simples, do cotidiano. 

E sobre o que eu li das dicas anti-dade, seguem algumas:

Seguir uma dieta saudável

A alimentação é um fator que influi em nossa aparência: a falta de vitaminas reduz a luminosidade, e o consumo excessivo de gorduras nos faz ganhar quilos e parecer ter alguns anos a mais.

Um estudo da Universidade de Harvard, publicado em dezembro de 2014 na revista British Medical Journal, realizou uma pesquisa que consistia em controlar a saúde de 4.676 enfermeiras durante 10 anos e avaliar a influência de sua dieta nos telômeros (as extremidades dos cromossomos, que protegem os códigos genéticos). O resultado não deixou dúvidas: aquelas que seguiam a dieta mediterrânea tinham telômeros mais longos e saudáveis; ou seja, se mantinham geneticamente mais jovens.

Para que os anos não nos ganhem (nenhum alimento rejuvenesce, trata-se de evitar a aceleração do envelhecimento), devemos aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes e óleos vegetais saudáveis e diminuir as frituras, os doces e a carne vermelha.

“Outro benefício de consumir mais alimentos frescos é que sua fibra dificulta a adesão da placa aos dentes, o que os mantêm mais brancos, outro detalhe que nos faz parecer mais jovens”, ressalta Rosario Mateo Vic, farmacêutica e diretora do Centro de Saúde e Beleza Espacio Simpatía, em Madri.

“Mas temos que procurar comer com pouco sal. Ele não é necessário, porque o sal contido nos alimentos já é suficiente para que nosso organismo funcione bem, e seu abuso favorece a retenção de líquidos e a formação de bolsas debaixo dos olhos, o que envelhece nosso aspecto”, argumenta a especialista.

Beber muita água

Até três litros diários é o que recomendou a jornalista Sarah Smith no jornal Daily Mail, em 2013, após realizar um curioso experimento. Ela passou um mês bebendo os três litros de água diários aconselhados pelos especialistas e os resultados que obteve foram espetaculares: comparando duas fotografias suas, uma de antes do experimento e outra de depois, se podia observar claramente que a diferença entre uma e outra era nada mais, nada menos, que 10 anos. Na segunda imagem ela aparecia sem olheiras, bolsas ou manchas na cara, tinha menos marcado o sulco nasogeniano e sua pele estava muito mais luminosa. Não é mais fácil beber água do que fazer um lifting?

Controlar o consumo de álcool

“O abuso de bebidas alcoólicas produz desidratação cutânea, causa a aparição de pequenos capilares e aumenta a produção de radicais livres (moléculas que produzem oxidação), que aceleram o envelhecimento. Além disso, pelo dano tóxico que causa no fígado e nos vasos sanguíneos, faz com que a pele se torne flácida, se afine e perca luminosidade. E tudo contribui para que a pessoa apresente um aspecto de cansada e para que aparente muitos anos a mais do que realmente tem”, explica a farmacêutica Rosario Mateo Vic.

Evite dietas radicais

As dietas detox não devem ser assumidas para sempre, mas podem ser um bom gatilho para uma mudança real de hábitos. Pedimos à nutricionista Luisa Wolpe Simas, especialista em nutrição clínica e mestre em medicina interna, que elaborasse um cardápio detox de apenas dois dias, para ajudar o organismo a fazer sua “faxina” mais facilmente. Segundo ela, é importante sempre lembrar que a dieta serve primeiro para que o corpo deixe de ser intoxicado com alimentos industrializados e alergênicos como lactose, glúten, soja, proteínas de origem animal, além de agrotóxicos (por isso, é recomendável privilegiar ingredientes orgânicos). O segundo objetivo é fornecer nutrientes adequados para o organismo realizar todo o processo de destoxificação.

🙂

 

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