Concordar, discordar, conversar. Tudo isso deveria ser natural, mas ultimamente as conversas esbarram em uma exigência de que tomemos um “lado”.

Não há dois seres humanos absolutamente iguais em pensamento, sentimentos e história de vida, portanto, sempre encontraremos diferenças de opinião. E elas não deveriam jamais significar rupturas entre amigos, mas tem sido assim desde as últimas eleições.

Que tristeza!

Eu mesma, por comodidade, tenho evitado (desde o impeachment da presidenta) algumas pessoas que sei que não conseguirão deixar suas escolhas serem só suas e exigirão que eu pense parecido, forçando as conversas até me dobrarem.

Sou como bambu, suporto bem as intempéries, mas para quê arriscar rachar, né?

Prefiro me calar a brigar – embora eu saiba que, por DNA e por criação, nasci uma lutadora.

E aí, como se passou o primeiro mês dos novos governos? Está conseguindo refazer os laços perdidos ou deu alguns por finalizamos?

Que a paz esteja por aí, pelo menos no seu coração, como está no meu.