Vi uma imagem que ligava dois candidatos de partidos diferentes num update e admito que até achei que era #fakenews. Fui pesquisar quem era o suplente e, curiosidade, como escolheram/aprovaram as “parcerias” e achei o artigo no UOL que explica a lei:

Cada senador tem direito a dois suplentes que não recebem voto, e contam apenas com uma pequena exposição na urna eletrônica. Em caso de renúncia ou morte do titular, o primeiro suplente assume a vaga. A substituição também ocorre em caso de licença do titular superior a 120 dias – até que ele retorne ao posto. Ou seja, sem um único voto, ele pode assumir 8 anos de mandato.

Quando um senador deixa sua função, quem assume a cadeira é seu primeiro suplente. No caso dos três nomes que lideram a disputa em SP, seus primeiros suplentes nunca se submeteram a uma disputa eleitoral e podem, mesmo sem receber um único voto, ganhar uma vaga no Parlamento, além do salário de R$ 33,7 mil, apartamento funcional e outros benefícios.

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Como estão os suplentes dos seus estados e dos seus candidatos?

Único agente público eleito para um mandato de 8 anos, o senador é o representante de seu estado (ou do Distrito Federal) no Legislativo, diferentemente do deputado federal, que representa a população. Por isso, cada uma das 27 unidades federativas possui um número igual de senadores: três – o que totaliza 81 membros do Senado Federal.

Os senadores são eleitos pelo voto majoritário – ou seja, vence quem recebe a maior quantidade de votos – e podem ser reeleitos para o cargo ao final do mandato. A renovação do Senado ocorre de quatro em quatro anos, de maneira alternada – em uma eleição é renovado um terço do Senado (cada estado elege um senador) e, na eleição seguinte, dois terços (cada estado elege dois).

O que faz um senador:

– propõe e modifica leis
– aprova e discute leis
– fiscaliza o governo com o TCU
– investiga denúncias nas CPIs
– sabatina e aprova indicados para o STF, TCU, Banco Central, procurador-geral da República, agências regularas e embaixadas
– processa e julga o presidente da República, ministros, comandantes militares, ministros do STF, membros do CNJ, PGR e advogado-geral da União
– propõe emendas parlamentares e aprova o Orçamento da União;
– autoriza estados e municípios a contrair empréstimos;
– fixa o limite da dívida consolidada da União, dos estados e dos municípios

Em 2018, há 2 vagas para o Senado em disputa por estado e no DF. Assim, os dois primeiros colocados em uma dessas unidades serão eleitos.

Em 17 estados e no DF, há empate técnico na disputa por pelo menos 1 das 2 vagas para o Senado. MDB, PT e PSB são os partidos com mais postulantes nas primeiras colocações.

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Minha posição política neste ano vai muito além dos candidatos a presidente. Precisamos MUITO renovar o Legislativo e pensar no tipo de apoio que queremos (e que definitivamente não queremos) que o novo Governo tenha.

Façam a sua parte: estudem as propostas de BONS nomes para a Assembleia Estadual, a Câmara e o Senado!

E não caiam no golpe do parente! Liberte seu candidato de estimação e toda sua família para que possam usufruir de muito tempo junto – bem longe dos privilégios e conchavos parlamentares!

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P.S. Eu já prestei consultoria de relacionamento com influenciadores para o Senado, tem muitos posts sobre as visitas no blog e, embora eu esteja em fotos com algumas pessoas que eu desprezo, eu não apaguei porque acho que fazem parte da história. 😉