Chegou a época delas e que alegria! A jabuticaba, fruto da árvore frutífera brasileira da família das mirtáceas, nativa da Mata Atlântica.

Sim, é toda nossa!

Os nomes jabuticaba ou jaboticaba são originários da língua tupi. A etimologia exata, porém, é desconhecida. Existem algumas etimologias possíveis:

– ïapotï’kaba, que significaria “frutas em botão”;
– îabotikaba, que significaria “gordura de jabuti”, pela junção de îaboti, jabuti, e kaba, gordura.
– “jabuti” – espécie de cágado + “caba” = lugar. (jabuticaba = lugar do jabuti)

A jabuticabeira (Myrcia cauliflora) é uma árvore nativa da Mata Atlântica, que pode alcançar os 10 metros de altura, ou mais, produzindo frutos tenros e globosos, com aproximadamente 2,9 cm de diâmetro.

Onde encontrar?

Para minha sorte, eu tenho encontrado frutas silvestres como amoras, pitangas e ameixa a poucas quadras de casa, no bairro onde moro em São Paulo, a Mooca. E até jabuticaba tem, mas, admito, somem rapidinho!

🙂

No Brasil, a jabuticaba é encontrada na Bahia, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Mais comum em planícies aluviais de beira de rios e em baixadas da mata pluvial e das submatas de altitude, principalmente de pinhais; é rara na mata primária sombria.

Características nutricionais:

Estão presentes, na polpa da jabuticaba: ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ajuda a eliminar toxinas.

Na casca escura existem teores de pectina e a peonidina, além de um pigmento, antocianina, responsável pela coloração azul-arroxeada da jabuticaba.

Para a medicina, o interesse nas antocianinas é outro: elas têm uma potente ação antioxidante, ou seja, ajudam a eliminar do organismo moléculas instáveis de radicais livres. Esse efeito, observado em tubos de ensaio, dá uma pista para se compreender porque a incidência de tumores e problemas cardíacos é menor entre consumidores de alimentos ricos no pigmento.

Novos estudos sugerem que as substâncias antioxidantes também auxiliariam a estabilizar o nível de açúcar no sangue dos diabéticos. Como a maior concentração de antocianinas está na casca da jabuticaba, é recomendável batê-la no preparo de sucos ou usá-la em geleias (as altas temperaturas não afetam suas substâncias benéficas).

O chá obtido com a casca do fruto é usado como tratamento para diarreias e disenterias, bem como para tratamento de inflamações crônicas nas amídalas, em que se deve fazer gargarejos com esse chá. Entre outras propriedades fitoterápicas, destacam-se antiasmática, hemoptise, inflamações dos intestinos.

Pesquisas recentes, realizadas pela UNICAMP, comprovaram que a casca da jabuticaba pode prevenir o câncer, como o de próstata e a leucemia.

Como cultivar?

É planta catia, higrófila e que exige sol de moderado a pleno.

A árvore, de até dez metros de altura, tem tronco claro, manchado, liso, com até quarenta centímetros de diâmetro.

As folhas, simples, têm até sete centímetros de comprimento.

Floresce na primavera e no verão, produzindo grande quantidade de frutos. As flores (e os frutos) crescem em aglomerados no tronco e ramos.

Seus frutos pequenos, de casca negra e polpa branca aderida à única semente, são consumidos principalmente in natura, ou na forma de geleia, suco, licor, aguardente, vinho e vinagre.

É uma das frutíferas mais cultivadas, desde o Brasil Colônia, em pomares domésticos.

A dispersão dos frutos é feita pela fauna, incluindo aves. No reino vegetal, a cor da jabuticaba é devido à presença de antocianina, serve para atrair os passarinhos. Isso é importante para espalhar as sementes e garantir a perpetuação da espécie.

As sementes podem ser plantadas com a polpa, mas, para armazená-las, é necessário despolpá-las em água corrente e deixar secar à sombra.

Encante-se neste vídeo do querido programa Um pé de quê:

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