A cada caso semelhante, que demonstram como os pacientes de transtornos psicológicos sofrem silenciosamente, devemos reforçar esse pedido:

“Estamos pedindo para vocês serem melhores, terem um olhar mais aprofundado, lerem e aprenderem sobre distúrbios mentais, suicídio e depressão antes de julgar o que não compreendem e o que não pode ser compreendido.”

O tema volta no #setembroamarelo, mas este elefante branco, a depressão, não tem saído da mídia e do nosso cotidiano.

A jornalista Lia Rizzo levanta a situação de adolescentes que tiraram a própria vida, todos estudantes de escolas de elite, com acesso a oportunidades, trazendo números asustadores:

No primeiro boletim epidemiológico sobre o assunto, divulgado em 2017 pelo Ministério da Saúde, o suicídio consta como a quarta maior causa de morte entre brasileiros de 15 a 29 anos.

 

Há algumas semanas, no meio evangélico, a questão foi o suicídio de pastores. Como um líder religioso, de uma doutrina que prega que acabar com a própria vida levará a danação eterna no inferno, faz uma coisa dessas?

A resposta está na ciência.

O suicídio é uma  epidemia silenciosa que mata uma pessoa a cada 45 minutos.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre o suicídio, aqui tem um vídeo do Canal do Drauzio Varella no qual Carlos Cais, psiquiatra, professor doutor colaborador da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e coordenador do Ambulatório de Transtornos da Ansiedade no HC-Unicamp, responde a 7 perguntas sobre o tema:

E, mesmo sem comportamento suicida, vale relato pessoal sobre a Depressão como doença:

Desde que assumi minha depressão, a partir do primeiro tratamento (há 15 anos), ouço as pessoas me dizerem que é uma “cilada do Mal”, uma “fraqueza de caráter minha” e até que a “autocomiseração é a porta do Diabo”.

Eu aprendi a responder com uma pergunta:

Se eu fosse diabética e precisasse de insulina ou fosse paraplégica e usasse cadeira de rodas, você entenderia que é uma questão de saúde?

http://www.avidaquer.com.br/depressao-adolescente/

 

O que observar?

A Organização Mundial da Saúde destaca como sinais de alerta:

  • o crescente desinteresse com o próprio bem-estar
  • mudanças no convívio social
  • dificuldades ou queda de rendimento na escola ou no trabalho
  • alterações de apetite
  • sono excessivo ou insônia recorrente
  • fixação em assuntos relacionados à violência e à morte
  • aumento ou início de comportamentos perigosos ou promíscuos
  • súbita melhora em quadros depressivos moderados ou graves

 

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O psiquiatra e pesquisador Bruno Mendonça Coêlho, especializado em infância e adolescência, que no fim de 2017 concluiu estudo dos traumas na infância e sua relação com transtornos mentais e suicídios, alerta:

“Nem todos os suicidas estão obviamente deprimidos. No entanto, alguns comportamentos podem ajudar a identificar a predisposição ao risco de suicídio. Há três perfis que acendem o alerta: o derrotista, o excessivamente pessimista e o incapaz de lidar com problemas, como se cada nova adversidade trouxesse a percepção de se estar acuado.

 

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Estudos baseados nas chamadas autópsias psicológicas, que investigam relações próximas à vítima após a sua morte para entender o ambiente em que ele vivia, mostram que entre 47% e 74% dos adolescentes e jovens que se mataram apresentavam comportamentos que se enquadrariam em algum transtorno psiquiátrico. Enquanto em adultos é raro não haver um diagnóstico preciso de desordem mental, entre pessoas mais novas é comum que os sintomas tenham sido interpretados como um problema de conduta. A literatura médica aponta que, não raro, nestes casos em que não existe o diagnóstico certeiro, são relatadas outras questões como homossexualidade, indicadores disfuncionais de personalidade e perdas recentes, pouco antes da tentativa.

O psiquiatra Daniel Martins de Barros dá uma dica de uma pílula mágica para quem está com algum sintoma de stress ou depressão:

E olha: a depressão e as doenças mentais são muito mais comuns do que se pensa. Um dado curioso e científico (você vai ficar chocado!) nos ajuda a afirmar: de perto ninguém é normal!

 

 

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O #postnoblog de hoje trata de um assunto duro, triste e ainda pouco assumido por famílias com #adolescentes: #automutilacao, o #cutting. Segundo estudos, pacientes que se mutilam, em sua maioria, não o fazem para chamar atenção, mas como consequência de uma desregulação emocional. No post, reuni entrevistas de médicos como #joelrennojr #drauziovarella e #diegotavares. E vale ressaltar o que o #psiquiatra #RodrigodaSilvaDias disse no @papodemaeoficial hoje: “a maneira como os pais podem agir com seus filhos, deixando claro que se possa falar na família sobre transtornos e problemas mentais. Compartilhar o estresse ou o sofrimento emocional é fundamental.” Vai lá conferir: http://www.maecomfilhos.blog.br/2018/09/a-automutilacao-e-um-transtorno-que-merece-bastante-atencao-e-precisa-ser-tratado.html e marque seus amigos professores e pais de adolescentes 😉 #compartilhe #divulgacaocientifica #familiaetudo #maecomfilhos #mãesreais #momblogger #colunistasmaecomfilhos #mãescristãs #maesepaiscomfilhos #mãedeadolescente #mãedemenina #mãedemeninos #attatchmentparenting #criacaocomapego #maede3 #paternidadeativa (por @samegui 👩‍👦‍👦mãe dos nerds #aos18 e #aos15👩‍👧e da pequena #aos5) 😘

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