O outro filme da série Deus não está morto (que já está na Netflix) eu perdi no cinema, Monise Reis é que foi em nome do blog na pré-estreia a convite da California Filmes.

http://www.avidaquer.com.br/de-que-lado-voce-esta-deus-nao-esta-morto-2/

Dessa vez fui pessoalmente na pré-estreia e trago minha opinião do filme e, sobretudo, do momento da fé cristã.

Antes do filme, ouvimos o ator e diretor David A.R. White contou do novo filme que fala sobre o confronto entre a Igreja e a universidade.

Os cristãos têm sido perseguidos em todo o mundo. E isso pode ocorrer em várias áreas de nossa vida. No lugar onde estamos, a perseguição pode vir de várias maneiras“, disse David A.R. White a plateia, nos convidando a agir de forma mais consciente e acolhedora no cotidiano.

Minha expectativa era de um bom filme sobre pessoas que fazem a diferença e que acolhem e abraçam a humanidade. Esse é um assunto que toca a todas as pessoas, concordam?

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Acredito que devemos SER como Cristo infinitamente mais do que FALAR de Jesus ou convidar “os outros” para a igreja, sejam eles cristãos ou não. Também creio que se alguém precisa de ajuda do Senhor, nosso comportamento “à imagem e semelhança” de Jesus é que fará com que busque acolhimento e abrigo em nossos braços – e na minha fé, a humildade de orar a Deus, em silêncio e sem publicizar este ato, também pode mudar a vida, da pessoa em necessidade e da minha, pois todos sempre “precisamos”.

Neste sentido, me identifiquei sobremaneira com outro filme cristão que vi há pouco na Netflix, obra relacionada a um livro que li, O Quarto de Guerra, pois as coisas precisam mudar primeiro dentro de nós, depois no mundo ao nosso redor.

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Neste sentido, o filme Uma luz na escuridão foi um alento, uma mensagem que dá vontade de propagar, pois, sem esconder os erros (grandes e pequenos das comunidades religiosas e de seus líderes), traz esse abraço que cura e encontro que transforma que o mundo precisa.

Mas, muitas vezes, nossa mensagem, por mais boa vontade que tenhamos, pode ser ouvida do jeito errado e desencadear um efeito dominó ou ser ouvida de um jeito bom e virar uma corrente do bem.

“Às vezes basta uma fagulha, que se torna chama.
Se a chama espalha, o poder pode ser tão avassalador
que transforma tudo ao seu redor.”

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Nem toda transformação ou mudança é ruim, mas todas causam alguma dor, nos forçam a despedidas, nos fazem diferentes.  Tomar a decisão de lutar pelo que cremos, fazer escolhas e enfrentar quem pensa diferente sempre nos causará aflição. Eu digo isso para meus filhos – um deles já universitário, outro a caminho de ser um – e por aqui já entramos em desacordo sobre alguns dos temas debatidos no filme.

O fato de sermos uma família cristã não nos traz o consenso, a subserviência ou a calmaria que as pessoas “de fora” imaginam. Mesmo rapazes “criados na igreja”, ao chegarem a universidade, questionarão o que ouvem, pensarão antes de se juntarem aos grupos de oração e podem se afastar (ou se aproximar) de uma vida de fé.

A questão é entender que cada um tem seu momento, é individual, é uma escolha. 

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Ah, e a discussão é a universidade sem um religião… com essa eu concordo.

Em especial as instituições de ensino públicas, mantidas com o dinheiro do contribuinte, não deveriam ter um ou outro viés religioso.

[podem me criticar aqui, já estou esperando]

Penso que o lugar de ensinar religião não é o espaço público geral, é a igreja, são os pequenos grupos (células de estudo), os encontros nos quais as pessoas escolhem estar ali para ouvir ou falar sobre o tema. 

http://www.avidaquer.com.br/vida-com-proposito/

E pode ser a mídia, por que não?

Já indiquei aqui livros e filmes cristãos, como O treinamento dos doze e Por todo mundo, além de séries, algumas controversas, como Greenleaf.

http://www.avidaquer.com.br/greenleaf/

Que bom que temos esta opção hoje em dia!

David é um dos sócios da Pure Flix, uma produtora cristã, um filão que cresce em todo mundo e em especial aqui no Brasil. Nascido em família cristã, ele conta que ainda criança teve vontade de expandir o gênero cristão, que, na verdade, nem existia naquela época e hoje é um nicho de filmes para que as pessoas assistindo se inspirassem e encorajassem.

O curioso é que a familiar dele era menonita, um grupo cristão, muito conservador, que descende diretamente do movimento anabatista, que surgiu na mesma época da Reforma Protestante. E por isso sua infância foi diferente do que podemos imaginar, ele conta que não assistia a filmes, não dançava, nem bebia, ou fumava, nada disso, mas ele diz:

Deus coloca sonhos em nós“.

O diretor conta que “Deus Não Está Morto retrata um olhar sobre a política obscura que está acontecendo em nosso país, e acredito que no de vocês [o Brasil] também. O filme é, em sua essência, sobre união.”

No filme, o reverendo Dave (vivido por David A.R. White), que aparece desde o primeiro longa da saga, enfrenta o dilema de ter sua igreja destruída por um incêndio, além da luta contra a ameaça de ter a congregação expulsa do campus universitário.

Na vida real, quantas ameaças as igrejas vivem, a maioria elas invisível?

Se você frequenta uma igreja, faz parte de uma comunidade, eu diria para ver o filme no cinema. Junte seu pequeno grupo, seus amigos mais chegados, planeje uma sessão juntos e conversem depois sobre o que viram e refletiram. Se você não frequenta mais a igreja, pode ser bom ver também, pois certamente alguns dos personagens te farão sentir identificação. Se você nunca frequentou uma comunidade religiosa, não sei se vai entender tudo, mas mesmo assim, o filme vale o tempo! 

“É muito importante olhar para dentro, ouvir e seguir esses sonhos. Romanos 12 fala que temos dons diferentes de acordo com a medida que é dada a cada um de nós. Então, todos que estão aí são especiais de forma única, do jeito que Deus criou você para ser. Confie nisso. E você ficará maravilhado com o que Ele pode fazer através de você.”
David A.R. White

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