(Foto de David Stanley, no Flickr Creative Commons. Lost Oasis Villagers Villagers at The Lost Oasis, south of Namibe, Angola, perform a traditional dance.)
(Foto de David Stanley, no Flickr Creative Commons. Villagers at The Lost Oasis, south of Namibe, Angola, perform a traditional dance.)

É preciso ser afrodescendente para entender o valor do movimento negro? Espero que não, pois eu sou uma mistura de japonês e alemão-russo e mesmo assim sempre estou ligada nas propostas que nos permitem #afrobetizar o mundo em que vivemos, criando uma realidade em que todos sejam valorizados, sejam vistos e sejam amados em sua plenitude.

Também não é preciso ser mulher, ter sofrido violência ou ter sido subjugada para entender o feminismo, concordam?

“Não importa seu sexo ou sua raça. Seja feminista.”

Quem disse isso foi a atriz britânica Helen Mirren (ganhadora do Oscar por seu papel em A Rainha), num discurso proferido em 20 de maio na Universidade de Tulane, em Nova Orleans (Louisiana, Estados Unidos).

“Em todos os países que visitei, da Suécia a Uganda, de Cingapura ao Mali, percebi que quando se respeita as mulheres e lhes dá a liberdade de realizarem seus sonhos e ambições, a vida melhora para todo mundo. Não me definia como feminista até pouco tempo, mas sempre vivi como tal (…) acreditava no óbvio: as mulheres são tão capazes, tão ativas e tão inspiradoras como os homens. Mas unir-me a um movimento que se chama feminismo me parecia didático demais, muito político. No entanto, comecei a entender que o feminismo não é uma ideia abstrata, mas uma necessidade se queremos ir em frente e não retroceder, em direção à ignorância e à inveja. Assim, agora me declaro feminista e os incentivo a fazerem o mesmo. Nunca, jamais, voltem a permitir que um grupo de velhos, ricos e rabugentos brancos definam a saúde de um país que é composto por 50,8% de mulheres e 37% de outras raças.”

A questão é: como fazemos isso? Acredito que fazemos diferença quando nos reunimos!

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Como nos posicionamos a favor das minorias, em apoio às mulheres e aqui, em especial, em apoio às meninas e mulheres afrodescendentes ou africanas (pois na África a submissão ainda é comum e aceita abertamente), como mudamos esta realidade sem entrar em confronto e viver uma vida de militância declarada?

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Tive a alegria de começar esta semana com um telefonema de uma amiga que me convidava para conhecer e ver de perto alguns projetos que responderam isso para mim de um jeito doce, acolhedor e, ao mesmo tempo, firme, forte e com pressa de fazer acontecer.

Foi com a conversa com Silvia que eu acordei para o mundo nesta semana, saindo dos meus “problemas pessoais” e me enchendo de adrenalina, endorfina e todas as “boas *inas*” para mudar o mundo.

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Que tal ensinar um ofício a essas mulheres? E ensinar a fazer diferente e melhor do que a maioria, mas sem impor nossa visão de mundo e nosso padrão?

É isso o que se propõe o Moda em Angola que, em parceria com a Rede IBAB Solidária.

Atuando com o projeto Pamosi, que atende crianças, adolescentes e jovens com deficiência auditiva e visual, e seus familiares, em situação de vulnerabilidade social no bairro São José, em Huambo, Angola.

A iniciativa objetiva ensinar jovens com deficiência auditiva, que já sabem costurar, a desenvolver uma coleção de moda com tecidos africanos, e assim proporcionar uma nova fonte de renda para a comunidade local.

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Lindo, não é mesmo?

Hoje eu vou à IBAB Solidária para conhecer a coleção com quem ajudou a sonhar tudo.

E se você quer ver também (e ter alguma destas roupas lindas!) pode aproveitar o final de semana para isso, aceitando o convite da estilista Neuzete Papp. A coleção estará à venda na rua Gassipós, 187, Vila Mariana, São Paulo, SP, das 11h às 18h, nos dias 02 e 03 de junho.

🙂

E para quem quiser entender bem o projeto, basta olhar com atenção as imagens a seguir:

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Vem pra África comigo, vem!

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Ajuda a gente, vai?😉

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