Há 12 anos eu criei o avidaquer.com.br quando estava “entre trabalhos” e nunca mais fui “só jornalista”. No geral sou basicamente digital influencer ou no máximo, como dizem hoje, “creator”.

Mas, pela “deformação” profissional, ainda tenho compromisso de levar informação a interessados, de apurar, de questionar.

Exceto quando me contratam – e sim, o mundo tem muito disso – eu não estou “ali para fazer acontecer, para alavancar a marca, conseguir curtidas, gerar “awareness”, tornar conhecido o produto”.

Há um limbo entre esses dois perfis? Tem jornalista-influenciador ou é tudo preto no branco, maniqueísta?

O mestre Kaluan Boarini Bernardo me deixou cheia de caraminholas por dias!

No link que indica, ele comenta que o jornalista “conseguiu traduzir bem um mal-estar que eu sinto nos últimos 7 anos cobrindo tecnologia. Claro que nem todo evento e viagem é tão descarado como esse da Asus. Mas essa lógica permeia todo o setor, que precisa urgentemente de mais autocrítica.”

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E bem na véspera do Dia do Jornalista e, curiosamente, dos meus 20 anos de formatura!

Por acaso, horas depois desta conversa com Kaluan, recebi um convite para o evento O Papel da Mídia Brasileira na Era da Pós-Verdade. O fórum, promovido pela Associação Nacional dos Editores de Revistas (ANER), acontece em São Paulo no dia 4 de abril, e se propõe a discutir os desafios do jornalismo em um período marcado pelo crescimento das chamadas “fake news”.

As notícias falsas e dos fatos alternativos que costumam ser propagados em larga escala, geram danos diversos à sociedade e aos processos éticos e democráticos da informação, e devem sim ser tema de debate entre comunicadores.

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A programação parece interesante:

  • Na abertura, o presidente da ANER, Fábio Gallo, abordará a importância da credibilidade da informação na era da pós-verdade e o protagonismo da entidade nesta discussão; o jornalista, colunista da rádio USP e professor acadêmico, Carlos Eduardo Lins da Silva, falará sobre o significado do tema para o jornalismo e mídia brasileira. O objetivo é estabelecer um parâmetro à sociedade sobre fatos e boatos (ou mentiras).  Lins da Silva discutirá, ainda, em um talk show, com a participação do diretor de redação da Revista Época, João Gabriel de Lima, a chamada “bolha informativa” e seus efeitos na comunicação.
  • O secretário nacional de Previdência Social, Marcelo Caetano, é um dos palestrantes e dará exemplos de noticias falsas divulgadas sobre a reforma da previdência. No fórum, o filósofo, Luiz Felipe Pondé, proporá uma reflexão sobre os males de uma sociedade que acredita em mentiras. 
  • O que está por trás de uma onda de ataques ao jornalismo e ao surgimento da indústria de falsas notícias? Este será o tema da apresentação do professor e jornalista,  Eugênio Bucci, que estabelecerá uma crítica sobre o descompromisso com a verdade factual e a ética, seja nas relações políticas ou de imprensa.
  • No último módulo do evento, a jornalista Mônica Waldvogel entrevista os presidentes da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech; Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Paulo Tonet; e ANER, Fábio Gallo.
  • O encerramento será realizado pelo diretor geral da editora Globo e Infoglobo, Frederic Zoghaib Kachar.

Serviço: 

  • “O Papel da Mídia Brasileira na era da Pós-Verdade”.
  • Data: 4 de abril de 2017.
  • Horário: 8h15 às 12h30.
  • Local: Hotel Tivoli / Mofarrej – Alameda Santos, 1.437 – Cerqueira Cesar – SP.
  • Informações e Inscrições: (11) 3030-9390 / aner@aner.org.br ou diretamente pelo link.