“Ao contrário dos longas, que em sua maioria ganham estreias nos cinemas a tempo da premiação do Oscar, os curtas-metragens não contam com tanta divulgação. Muitos são exibidos apenas em festivais e demoram para ficar disponíveis nas plataformas de streaming, se é que um dia chegam”.

O site B9 listou os curtas indicados ao Oscar 2017 que podem ser assistidos atualmente, seja na Netflix, Vimeo ou iTunes.

Eu tenho visto alguns (comentei aqui no @avidaquer outro dia sobre Fogo no mar, lembram-se?) e defendo que a possibilidade de assistir estes filmes em VoD (vídeo on demand, como fazemos no iTunes ou NetNow, por exemplo) é uma chance de ampliar horizontes. Aliás, a própria Netflix faz isso quando cria produções originais em países diferentes (atualmente estou vendo Merlí, uma série espanhola) e nos dá a chance de ver o cotidiano e entender melhor semelhanças e diferenças neste mundo globalizado.

4.1 Miles tem um pano de fundo parecido com Fogo no Mar:

4.1 Miles, de Daphne Matziaraki, conta a história de um capitão da guarda costeira da ilha de Lesbos, na Grécia, que resgata milhares de refugiados que tentam cruzar o oceano vindos da Turquia. São apenas 4.1 milhas (6.60 km) de mar que separam os dois países, mas com muitas tragédias pelo caminho.

E pode ser visto integralmente aqui:

Outra dica é Joe’s Violin, de Kahane Cooperman, sobre um polonês de 91 anos de idade, sobrevivente do Holocausto, que decide doar seu violino, adquirido durante a guerra. O que ele não sabia é que iria mudar a vida de uma menina de 12 anos, estudante de música do bairro mais pobre de Nova York.

Pode ser visto integralmente aqui:

Outro que concorre aos prêmios de melhor documentário já foi tema de post no @avidaquer: Capacetes Brancos.

O documentário acompanha o trabalho de três voluntários dos Capacetes Brancos, em Aleppo na Síria, uma ONG que se dedica a salvar civis debaixo dos escombros da guerra. Dirigido por Orlando von Einsiedel, o curta tem 40 minutos de duração e também pode ser assistido na Netflix.

Veja abaixo:

E, por fim, um filme terno que me deixou curiosa porque eu adoro histórias reais que vão para o cinema: La Femme et le TGV.

Há muitos anos, todos os dias e noites, Elise Lafontaine acena para o trem que passa por sua casa. Até que um dia encontra uma carta do condutor deixada em seu jardim. Seu caso de amor correspondência é interrompido quando a linha do trem é desviada, e Elise precisa sair da zona de conforto para reencontrar o condutor.

Dirigido por Timo von Gunten, o curta tem 28 minutos de duração. Pode ser comprado no iTunes por 2.99 dólares.

E para quem gosta de bastidores, tem mais aqui: