A geração de jovens que não estudam nem trabalham, chamada de “nem nem”, cresceu na última década e representava quase um quarto do total de jovens brasileiros, segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS 2016), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no final do ano.

De 2014 para 2015, o percentual aumentou de 20% para 22,5%. O avanço foi ainda maior em relação a 2005, quando a proporção era de 19,7%, de acordo com a pesquisa.

O percentual de homens que não estudavam nem trabalhavam cresceu de 11,1% em 2005 para 15,4% em 2015. Mesmo assim, a proporção de mulheres nessa condição ainda é muito superior (29,8%). Segundo o IBGE, os cuidados com a casa e filhos acabam sendo uma barreira para a entrada de muitas mulheres no mercado de trabalho.

No grupo dos jovens de 18 a 24 anos – idade formalmente adequada para cursar o ensino superior –, a pesquisa aponta que há uma forte queda na frequência escolar com relação à faixa etária precedente, de 15 a 17 anos.


Será que temos acolhido adequadamente nossos jovens?

Creio que poderíamos fazer muito mais!

Vejam o exemplo japonês.

Os jovens do Japão atingem a maioridade aos 20 anos. É uma passagem importante e para comemorar existe um dia especial, o 成人の日 Seijin no Hi.

Neste dia (toda segunda segunda-feira de janeiro), aqueles que completaram 20 anos no ano anterior (a partir de 02/04) ou estão para completar (até 01/04 do ano vigente) são convidados a participar de eventos organizados por autoridades governamentais de várias partes do país. São pequenas cerimônias em que são oferecidos discursos e homenagens.

Uma tradição é o uso de trajes típicos como o furisode (como os da foto) ou hakama, apesar dos ternos estarem se tornando mais comuns. Outro costume é a visita das famílias a santuários para agradecer e pedir um bom ano novo.

Muitos jovens têm se esforçado para tornar o pós-evento cada vez mais criativo: de paradas nas ruas a visitas a parques de diversão. Mas mesmo se não tiver isso, a prática comum é pelo menos os jovens se reunirem com os amigos para festejar mais tarde.

Aos 20, os cidadãos japoneses ganham o direito de beber, fumar, casar sem anuência dos pais, além de terem de responder criminalmente como adultos e poderem ter seus nomes revelados caso cometam algum crime. A idade mínima para dirigir no Japão varia de acordo com o veículo, sendo a menor 16 anos. A idade mínima para votar foi reduzida recentemente para 18 anos.

Curiosidade: A data acontece toda segunda segunda-feira de janeiro desde 2000. A data anterior era dia 15, mas foi movida graças à iniciativa do Happy Monday, que puxa o maior número de feriados para as segundas a fim de criar descansos prolongados. Outra curiosidade é que a maioridade aos 20 anos foi estabelecida em 1876.

(Fonte: Embaixada do Japão no Brasil)