“O cérebro está o tempo todo procurando maneiras de poupar esforço. Se deixado por conta própria, o cérebro tentará transformar quase qualquer rotina num hábito, pois os hábitos permitem que nossas mentes desacelerem com mais frequência. Este instinto de poupar esforço é uma enorme vantagem.”

Trecho de Charles Duhhig, em “O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios”.

Essa é minha dica de leitura atual.

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Depois de uma ficção e um livro investigativo, engatei animada neste livro que tem ritmo jornalístico, com informações úteis e práticas em uma narrativa agradável e envolvente, cheia de aprendizado.

O autor, mesmo não sendo do meio acadêmico (Charles Duhigg é repórter investigativo do New York Times) consegue expor seus argumentos com narrativas interessantes que embalam a leitura.

Como todo bom contador de histórias – e o que somos nós, jornalistas, senão isso? – o autor não desenvolveu nenhuma das pesquisas apresentadas, no entanto, sabe apresentá-las de uma maneira inteligente, tornando os conceitos interligáveis e compreensíveis.

Recomendo para quem quer mudar algo na sua vida já!

😊

Vejam algumas dicas interessantes:
“Os hábitos não são inevitáveis. Eles podem ser ignorados, alterados ou substituídos. Mas a descoberta do loop do hábito é tão importante porque revela uma verdade básica: quando um hábito surge, o cérebro para de participar totalmente da tomada de decisões. Ele para de fazer tanto esforço, ou desvia o foco para outras tarefas.”

“Os hábitos nunca desaparecem de fato. Estão codificados nas estruturas do nosso cérebro, e essa é uma enorme vantagem para nós, pois seria terrível se tivéssemos que reaprender a dirigir depois de cada viagem de férias. O problema é que nosso cérebro não sabe a diferença entre os hábitos ruins e os bons, e por isso, se você tem um hábito ruim, ele está sempre ali à espreita, esperando as deixas e recompensas certas.”

“Ao mesmo tempo, no entanto, a dependência do cérebro de rotinas automáticas pode ser perigosa. Muitas vezes, os hábitos são tanto uma maldição quanto um benefício.”

 

E para quem acha que não tem hábitos que comandam sua vida, uma história sobre a vontade de comer biscoitos toda tarde. Quem conta é o próprio autor!

 

E aí, que tal trocar de hábitos?

Vamos juntos?