Ele é executivo do Google, (só) por isso critica o Facebook. Será? 

Concordei com aspectos da visão de Richard Grinjas para o Link, de que “de certa forma, plataformas proprietárias são uma ameaça à internet aberta”.

Vejam os argumentos dele:

“O Facebook é um produto atrativo e muitas pessoas passam muito tempo lá. Eu mesmo uso o site todos os dias. Mas queremos garantir que a web seja tão atrativa quanto qualquer experiência proprietária. As pessoas devem ter um ambiente dinâmico de experiências possíveis na internet. Mais importante que isso, a web deve continuar aberta. Eu acredito muito em liberdade de expressão e a web tem sido extraordinária nisso. Desde o início da civilização, nós nunca tivemos nada que tornasse tão simples para as pessoas se expressarem entre si e para o mundo. Isso é magnífico. Mas, nós temos que monitorar sempre, fazer esforços constantes para garantir que ela mantenha a qualidade.”


Atualmente responsável pelo projeto Accelerated Mobile Pages (AMP), ele já atuou na Apple e é dessa época que vem a argumentação: 

“É o que podemos chamar de jardim murado. Era como o portal da América Online (AOL). E uma das coisas que eu sei sobre jardins murados é que eles tem um grande poder sobre quem resolve brincar ali dentro. Não critico o valor dessas experiências proprietárias, mas se o nosso interesse é diversidade de opiniões, se queremos que existam publishers de todos os tipos e que eles sejam capazes de ter sucesso, então um ambiente aberto é crucial.”

Não é de hoje que o Google provoca a discussão da Internet como plataforma livre e aberta.

Em 2012, uma campanha se posicionava contra “todo e qualquer movimento que pretende censurar a Internet”. 

Aqui no Brasil também já se debateu isso. Você tem uma opinião sobre o tema? Conte aí!