São Paulo se prepara para a nova edição da Virada Cultural, evento que (quase) vi nascer pois mudei para a cidade a tempo de viver sua segunda edição e vivi os primeiros meses de entusiasmo com a efervescência cultural da cidade para famílias consumidoras de família, o que se tornou um dos pilares do @avidaquer, junto com cidadania e educação.

Então, avaliem como me senti quando soube que no dia anterior à Virada Cultural minha cidade querida receberia um evento de Educação que abraça todas as famílias interessadas num momento melhor. E quem sonhou e realizou tudo isso foi um jovem que conheci no Social Good Brasil, o movimento do uso de tecnologias para bem social o qual sou Link (embaixadora) desde que chegou aqui, em 2012.

Nesta semana, o jovem em questão, o jornalista André Gravatá,  estava lá, com o sorriso franco de sempre, nas páginas da Vejinha. O resumo da revista ajuda a compreender o valor do evento deste sábado, 17/05, que encherá de vida a Praça Roosevelt, renovando as esperanças de muitos de nós num novo modelo de educação e participação social.

“Filho de uma costureira e um pedreiro, ele frequentou seis instituições da rede pública de Embu das Artes e Taboão da Serra. Em vez de letras e números, suas lembranças dos tempos de escola são as duras palavras de um cético professor: “Ainda verei meus alunos nas páginas policiais dos jornais”. Contrariando essa previsão, Gravatá conseguiu uma bolsa para cursar jornalismo na PUC-SP, onde se formou em 2011. No ano seguinte, criou o Coletivo Educ-Ação e passou a promover dinâmicas e discussões sobre o tema em colégios da capital. “É uma grande motivação batalhar para mudar uma situação”, afirma.

Em 2013, em conjunto com três colegas, escreveu o livro Volta ao Mundo em 13 Escolas, com tiragem de 2 500 exemplares distribuídos gratuitamente e mais de 10 000 downloads na internet. A obra apresenta experiências alternativas em nove países, fruto de visitas a colégios e faculdades de diversas regiões do planeta, como a Riverside School, na Índia. “A sala de aula ainda é o local para aprender, mas isso pode ocorrer de forma mais atraente e criativa”, diz.

E a Virada Educação?

Iniciativa inédita na capital, a primeira edição da Virada Educação está programada para o sábado, 17/05, das 9 às 17 horas, antes do início da Virada Cultural. Serão mais de sessenta atividades em nove espaços no entorno da Praça Roosevelt, como a sede da companhia teatral Os Satyros e o centro cultural Casa Amarela.

A expectativa é que 3 000 crianças, adolescentes e adultos participem de cursos e diálogos. Entre eles, um sarau infantil na Escola Estadual Caetano de Campos, uma oficina de skate e caminhadas educativas, como a que vai visitar os locais por onde passavam rios na região central, hoje soterrados por construções. Haverá ainda uma feira de troca de brinquedos na Escola Municipal Gabriel Prestes.

 

O evento é a primeira ação do Movimento Entusiasmo, projeto criado no fim do ano passado e encabeçado por André Gravatá e tem um objetivo com o qual todos concordaremos:

“Ampliar o ensino da sala de aula e levá-lo para a rua, pois não há local certo para aprender”

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