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Quem mais estava ansioso com a série Doce de mãe? Valeu a espera até tão tarde.

De filme despretensioso a série, Doce de mãe nasceu com tudo para dar certo: tem ritmo, simplicidade sem futilidade e um elenco extraordinário. Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, que escrevem e dirigem a obra, acertaram não só com a inquestionável Fernanda Montenegro (que dá vida à protagonista Dona Picucha), mas também com os “filhos” dela, atores capazes de comédia sutil e de grande empatia.

Marco Ricca (Silvio), Louise Cardoso (Elaine), Matheus Nachtergaele (Fernando) e Mariana Lima (Suzana) estão ótimos, num estilo que me lembrou outras famílias simpáticas, como os Walkers em Brothers and Sisters e os Braverman de Parenthood. Daniel de Oliveira (Jesus Medeiros) e
Drica Moraes (Rosalinda Bauer) completam muito bem o time dos Souzas.

O filme surpreendeu o público com situações cômicas interessantes que uma idosa passa na velhice, com grande repercussão nas redes sociais e muitos pedidos de novas aventuras de Dona Picucha. O especial rendeu o Emmy Internacional de melhor atriz em televisão a Fernanda Montenegro
Furtado define “Doce de Mãe” como uma “comédia humanista”, pensando nos “valores bacanas” que o filme discute, ligados a família, amizade e camaradagem.

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Assista às quintas-feiras, às 23h, ou veja os vídeos no site: http://globotv.globo.com/rede-globo/doce-de-mae.

Neste começo de ano a Rede Globo tem trazido boas surpresas à programação com as séries brasileiras e os filmes (como O tempo e o vento) apresentados em poucos capítulos.

Faço votos de que este formato “pegue” e tenha vida longa na TV brasileira. 🙂