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Começou assim: muitas dores no pulso, dificuldade para realizar tarefas com a mão, falta de força e até dormência. Em poucos dias ficou quase impossível realizar tarefas cotidianas sem muita dor.

Experiente em tendinite – tive no final da faculdade em virtude do “estágio” abusivo num jornal e tratei por anos – fui ao pronto socorro ortopédico antes que a coisa piorasse muito. Confesso que achei que era do frio, do iPhone, mil coisas menos o diagnóstico que recebi: Quervain, a “tendinite da mamãe”.

Ao entrar no consultório o ortopedista me olhou com o bebê conforto, perguntou a idade de Manu e comentou que é super comum ter estas dores. Deu várias dicas de postura para amamentar e carregar no colo e foi muito sensível nos cuidados com a possível medicação. O difícil é imobilizar o braço!

A tendinite não foi a única novidade para esta “mãe de 3ª viagem”: hoje estamos vivendo a primeira experiência com sling, registrada na foto abaixo. Não por acaso este sling foi presente de uma nova amiga blogueira que é médica, a Flávia Maciel, do blog e grupo Gravidinhas e Mãezinhas.

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E como esta lesão por esforços repetitivos (L.E.R.) acontece?

O trabalho diário de carregar bebês nos braços pode causar este tipo de lesão e, de repente, é tanto esforço que punho, antebraço, cotovelo, mão e ombro começam a doer intensamente. E a lesão pode até levar à incapacidade de movimentos da paciente.

O ortopedista que me atendeu foi moderado no tratamento inicial, mas avisou: se não melhorar, pode pedir ultrassonografia do punho e até prescrever antiinflamatórios, além de fisioterapia.

E como evitar?

A prevenção pode começar antes da gravidez, com exercícios regulares (sempre a prática de atividades físicas como grande vedete!), incluindo reforço muscular e alongamento.

Li que especialistas, como a fisiatra Adriana Athias, da Clínica da Dor, afirmam que há uma relação com o travalho de parto: “na gravidez a mulher produz o hormônio relaxina, que ajuda no trabalho de parto. Ele atua em todas as articulações, relaxando ligamentos e amolecendo a cartilagem, para favorecer o parto. Mas ele também favorece o aparecimento dessa tendinite”.

Estatísticas afirmam que a inflamação acomete 5% das mulheres após o parto. Para evitar este incômodo, a mãe deve alternar o braço que segura a criança e, se necessário, pedir ajuda de familiares para dividir o trabalho. Eu aqui tenho mais três colos (do pai super participativo e dos 2 irmãos grandes muito afetuosos) e imagino como sofre quem fica sozinha com o bebê!

E da minha experiência anterior, com os meninos, outra dica: cuidem da lombar! Conforme os bebês ganham peso outros músculos passam a ser exigidos e a rotina física do “abaixa-e-levanta” para pegar a criança no colo, dar banho e trocar a roupa também deixa muitos pais “descadeirados”. As dores se espalham: vão da coluna ao joelho e, ao fim de um dia, dói até para sentar. Mais uma vez, é melhor prevenir que remediar, e incluir os exercícios físicos na rotina.

Dizem que na amamentação, a troca de olhar da mãe com a criança fortalece o vínculo entre os dois, mas também pode ser responsável por um grande torcicolo. Esta dor eu não senti, mas é bom observar e fica a dica também: a posição da coluna cervical provavelmente causará dor. A mãe precisa observar seu filho durante a amamentação e, nesse caso, é impossível não manter a coluna cervical em flexão. Especialistas afirmam que “o problema é agravado pela condição hormonal da puérpera (mulher que acabou de ter filho) que, sob efeito da prolactina (hormônio que produz leite), também favorece as dores articulares”.

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Na minha experiência amamentar numa boa poltrona com braços e cercar-se de boas almofadas para acomodar o bebê reduz muito este incômodo. Não comprei a famosa (e meio carinha) almofada de amamentar porque achei meio desengonçada, optei por duas em formato de coração que eu acomodo na minha cintura e posso também sobrepor para acomodar a bebê mais perto depois de mamar.

E aí, mães e pais, vocês viveram situações semelhantes? Compartilhem suas dicas para proteger a saúde da família nesta fase do colinho!